Comandante Nicolás Maduro: às ordens | Angel Rafael Tortolero Leal

Comandante Nicolás Maduro: às ordens | Angel Rafael Tortolero Leal

Por Prof. Angel Rafael Tortolero Leal 

Mais uma vez a tentativa de incursão armada contra a pátria foi derrotada, porém, alguns "líderes políticos" contrários à Revolução Bolivariana, sustentam que tal ato é uma invenção malévola do aparato de comunicação do governo, para distrair a atenção dos problemas sócio-econômicos (causados por suas ações de um oposicionismo irracional) que os venezuelanos estão enfrentando.

Nada poderia estar mais longe da verdade. Hoje posso assegurar-lhes que qualquer presunção de ataque dos EUA e seus aliados contra a Venezuela é certa, porque o império não descansará enquanto houver neste país uma dose mínima de vontade de construir o socialismo que queremos com as dimensões que merecemos como povo combatente.

Nesse sentido, não entender que se o império triunfasse em suas pretensões; os tépidos, comprados, críticos, ressentidos e covardes da suposta "esquerda crítica", sofreriam o mesmo destino e seriam declarados inimigos dos Estados Unidos, apesar de sua reiterada bajulação dos "líderes da corja oposicionista", como se fossem aguerridos comprometidos com o processo bolivariano: é um ato que de ingênuo transcende a estupidez.

A madrugada de hoje (3/5) é outro sinal do ódio que eles têm por nós por sermos o que somos. E sem negar o legítimo direito daqueles que discordam do discurso-praxis oficial do governo do presidente Nicolás Maduro, gostaria de invocar uma reflexão que, espera-se, abra uma brecha entre a realidade complexa e intersubjetiva e os desejos vãos da oposição (da suposta esquerda e da comprovada direita) de tomar o poder, com qualquer aliança e a qualquer preço.

Não quero acusar ninguém em particular, nem denegrir suas histórias repetitivas e cansativas, cujas opiniões não param de girar em torno de um eixo prenhe de elucubrações fantasiosas contra a pessoa do presidente Nicolás Maduro; Diosdado Cabello, a liderança política da Revolução e do povo organizado militar e politicamente, a base do poder popular que sustenta a Revolução. E não quero fazer isso, não porque não haja evidências suficientes de quem são os apologistas do desastre e do derrotismo; mas porque suas histórias estão contaminadas de frustração e escassez de sustentação e, infelizmente para eles, nenhuma de suas afirmações repetidas é evidente na realidade concreta e, conseqüentemente, estão rompidas, diminuídas e pulverizadas no infinito de suas recompensas.

Somente nestes últimos dois meses, no marco da pandemia da COVID-19, ficou claro que a única coisa que nos salvou da devastação foi a disciplina e o compromisso de um governo que se assume socialista e comprometido com a vida.

Nesse sentido, em correspondência com o debate necessário, apresento-lhes algumas considerações estruturais que fundamentam a compreensão deste momento histórico particular, de modo que é o debate substantivo, e não os desejos inúteis de combate, que dá o tom para uma autocrítica coletiva e necessária.


5 Considerações que o pretendidos críticos ocultam ou não querem ver

Consideração 1: Sabemos que estamos no meio de uma batalha pela construção do Socialismo Bolivariano; que tal tarefa não é imediata, nem existe um manual que indique como fazê-lo; ninguém tem dúvidas de que o inimigo não dá um ponto sem linha, sem dedal, e por isso, a cada sucesso da revolução, seus ataques se tornam mais impiedosos.  

Consideração 2: Não é segredo para ninguém que a proposta política e social de nosso socialismo, na opinião do império e seus aliados, não deve triunfar, pois isso colocaria em dúvida o poder hegemônico do capitalismo e, portanto, poria fim à unidimensionalidade de sua ideologia.

Consideração 3: Agora, estamos financeira e comercialmente bloqueados pelo império, o que não impediu que as políticas sociais e de saúde do país produzissem resultados tangíveis na luta contra a pandemia e pela sobrevivência. E também não diminuiu o nível máximo de alerta dos patriotas organizados em defesa da pátria.
 
Consideração 4: Na Venezuela temos uma economia de guerra, devastada em todos os sentidos; não há salário suficiente para combater o criminoso ataque financeiro que desvaloriza nossa moeda. Se o presidente Nicolas Maduro tivesse decretado um salário mínimo de US$ 1.000 em 1º de maio, isso só seria suficiente para comprar um ovo hoje. Que parte da guerra econômica os fanáticos da Demagogia Crítica não entendem?
 
Consideração 5: Ao contrário do que se espera neste país, a vida vem em primeiro lugar e este governo está determinado a preservá-la. A prioridade é o povo.

Portanto, quem não condenar esta nova afronta contra o país será seu cúmplice por omissão. Cuidado, temos uma pátria, um Comandante-em-Chefe: Nicolas Maduro Moros e milhões de patriotas prontos para vencer. Espero que as considerações acima mencionadas sirvam de base para o debate, reflexão e retificação. Não temos que concordar para seguir em frente; a única coisa que nos é exigida é que não afundemos o país nem eliminemos a República por interesses privados mesquinhos ou omissões infames em face da luta necessária.

...Às ordens Comandante Presidente, em você confiamos e com você continuaremos a construir um país. Viva a Pátria de Bolívar e Chávez; Viva a unidade dos patriotas...  

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Dr. (PhD) Ángel Rafael Tortolero Leal  é Profesor Investigador Titular da Universidad Nacional Experimental "Rómulo Gallegos" (Unerg), Diplomata; Ex Embajador venezuelano, Analista Internacional e membro do Centro de Estudios Socialistas Jorge Rodríguez.