COVID-19: Mais evidências de que o vírus se originou nos EUA

COVID-19: Mais evidências de que o vírus se originou nos EUA

Por Larry Romanoff

[Para melhor compreensão do artigo ler antes texto anterior do autor sobre o tema]

Como os leitores lembrarão do artigo anterior (acima), epidemiologistas e farmacologistas japoneses e taiwaneses determinaram que o novo coronavírus quase certamente se originou nos EUA, já que esse país é o único conhecido por ter todos os cinco tipos - dos quais todos os outros descenderam. Wuhan na China tem apenas um desses tipos, tornando-o em analogia como uma espécie de “ramificação” que não pode existir por si só, mas deve ter crescido de uma “árvore”.

O médico de Taiwan observou que, em agosto de 2019, os EUA tinham um surto de pneumonias pulmonares ou similares, que os americanos atribuíam ao "vaping" dos e-cigarettes, mas que, segundo o cientista, os sintomas e condições não podiam ser explicados pelos cigarros eletrônicos. Ele disse que escreveu às autoridades americanas dizendo que suspeitava que essas mortes fossem provavelmente devidas ao coronavírus. Mas alega que seus avisos foram ignorados.

Imediatamente antes disso, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) encerrou totalmente o principal bio-laboratório das Forças Armadas dos EUA em Fort Detrick, Maryland, devido à ausência de salvaguardas contra vazamentos de patógenos, emitindo uma ordem completa de "cessar e desistir" para os militares. Foi imediatamente após esse evento que surgiu a epidemia de 'cigarro eletrônico'.
 
                                      The New York Times  em 8 de agosto de 2019
 
Também tivemos os cidadãos japoneses infectados em setembro de 2019, no Havaí, pessoas que nunca haviam estado na China, essas infecções ocorreram nos EUA muito antes do surto em Wuhan, mas tão logo após o fechamento de Fort Detrick.

Em seguida, nas mídias sociais chinesas, apareceu outro artigo, ciente do acima exposto, mas apresentando mais detalhes. Declarou em parte que cinco atletas "estrangeiros" ou outro grupo que visitava Wuhan para os Jogos Militares Mundiais (18 a 27 de outubro de 2019) foram hospitalizados em Wuhan por uma infecção indeterminada.

O artigo explica com mais clareza que a versão Wuhan do vírus só poderia ter vindo apenas dos EUA porque é o que eles chamam de "ramo" que não poderia ter sido criado, primeiro porque não haveria a  "semente". Teria que ter sido uma nova variedade desmembrada do 'tronco' original, e esse tronco existe apenas nos EUA. (1)

Há muita especulação pública de que o coronavírus tenha sido deliberadamente transmitido à China, mas, segundo o artigo chinês, é possível uma alternativa menos sinistra.

Se alguns membros da equipe dos EUA nos Jogos Militares Mundiais (18 a 27 de outubro) foram infectados pelo vírus por um surto acidental em Fort Detrick, é possível que, com um longo período inicial de incubação, seus sintomas possam ter sido menores, e esses indivíduos poderiam facilmente ter 'percorrido' a cidade de Wuhan durante sua estadia, infectando potencialmente milhares de residentes em vários locais, muitos dos quais posteriormente viajariam para o mercado de frutos do mar do qual o vírus se espalharia como fogo (como aconteceu).

Isso explicaria também a impossibilidade prática de localizar o lendário "paciente zero" - que neste caso nunca foi encontrado, pois haveria muitos deles.

Em seguida, Daniel Lucey, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Georgetown, em Washington, disse em um artigo na revista Science que a primeira infecção humana foi confirmada como ocorrendo em novembro de 2019 (não em Wuhan), sugerindo que o vírus se originou em outro lugar e depois se espalhou para os mercados de frutos do mar. "Um grupo estimou a origem do surto em 18 de setembro de 2019". (2) (3)
 
O mercado de frutos do mar de Wuhan pode não ser a fonte dos novos vírus que se espalham globalmente.

A descrição dos primeiros casos sugere que o surto começou em outro lugar.

O artigo afirma:

“Como casos confirmados de um novo vírus surgem em todo o mundo com uma velocidade preocupante, todos os olhos se concentraram até agora no mercado de frutos do mar em Wuhan, na China, como a origem do surto. Mas uma descrição dos primeiros casos clínicos publicados no The Lancet na sexta-feira desafia essa hipótese.” (4) (5)

O artigo, escrito por um grande grupo de pesquisadores chineses de várias instituições, oferece detalhes sobre os primeiros 41 pacientes hospitalizados que confirmaram infecções com o que foi chamado de novo coronavírus em 2019 (2019-nCoV).

No primeiro caso, o paciente ficou doente em 1 de dezembro de 2019 e não tinha nenhum vínculo relatado com o mercado de frutos do mar, relatam os autores. “Não foi encontrado vínculo epidemiológico entre o primeiro paciente e os casos posteriores”, afirmam. Seus dados também mostram que, no total, 13 dos 41 casos não tinham vínculo com o mercado. "É um número grande, 13, sem esse link", diz Daniel Lucey. . . (6)

Relatórios anteriores das autoridades de saúde chinesas e da Organização Mundial da Saúde disseram que o primeiro paciente teve sintomas em 8 de dezembro de 2019 - e esses relatórios simplesmente mostraram que "a maioria" dos casos tinha links para o mercado de frutos do mar, que foi fechado em 1 de janeiro. (7)

“Lucey diz que se os novos dados são precisos, as primeiras infecções humanas devem ter ocorrido em novembro de 2019 - se não antes - porque existe um tempo de incubação entre a infecção e os sintomas surgirem. Nesse caso, o vírus possivelmente se espalhou silenciosamente entre as pessoas em Wuhan - e talvez em outros lugares - antes que o aglomerado dos casos do agora famoso Mercado de Frutos do Mar Huanan fosse descoberto no final de dezembro. "O vírus entrou naquele mercado antes de sair desse mercado", afirma Lucey.

"A China deve ter percebido que a epidemia não se originou naquele local", disse Lucey ao Science Insider. (8)

Kristian Andersen é um biólogo evolutivo do Scripps Research Institute que analisou sequências do 2019-nCoV para tentar esclarecer sua origem. Ele disse que o cenário é "inteiramente plausível" de pessoas infectadas trazendo o vírus para o mercado de frutos do mar de algum lugar externo. De acordo com o artigo da Science,

“Andersen publicou sua análise dos 27 genomas disponíveis do 2019-nCoV em 25 de janeiro em um site de pesquisa em virologia. Ele sugere que eles tinham um "ancestral comum mais recente" - o que significa uma fonte comum - desde 1º de outubro de 2019 ". (9)

Foi interessante notar que Lucey também observou que o MERS originalmente era proveniente de um paciente na Arábia Saudita em junho de 2012, mas estudos posteriores e mais detalhados o rastrearam até um surto hospitalar de pneumonia inexplicável na Jordânia em abril daquele ano. Lucey disse que, a partir de amostras armazenadas de pessoas que morreram na Jordânia, as autoridades médicas confirmaram que foram infectadas pelo vírus MERS. (10)

Isto daria um impulso para a cautela do público em aceitar a "narrativa oficial padrão" que os meios de comunicação ocidentais estão sempre tão ansiosos por fornecer - como fizeram com a SARS, a MERS e a ZIKA, todas essas com "narrativas oficiais" que mais tarde se provaram completamente erradas.

Nesse caso, a mídia ocidental inundou suas páginas por meses sobre o vírus COVID-19 originário do mercado de frutos do mar de Wuhan, causado por pessoas que comem morcegos e animais selvagens. Tudo isso foi provado errado.

Não só o vírus não se originou no mercado de frutos do mar, como não se originou em Wuhan, e agora ficou provado que não se originou na China, mas foi trazido para a China a partir de outro país. Parte da prova dessa afirmação é que as variedades genômicas do vírus no Irã e na Itália foram seqüenciadas e declaradas não pertencendo à variedade que infectou a China e, por definição, devem ter se originado em outros lugares.

Parece que a única possibilidade de origem são os EUA, porque somente esse país tem o "tronco da árvore" de todas as variedades. E, portanto, pode ser verdade que a fonte original do vírus COVID-19 foi o laboratório militar de bio-guerra dos EUA em Fort Detrick. Isso não seria uma surpresa, já que o CDC desativou completamente Fort Detrick, mas também porque, como relatei em um artigo anterior, entre 2005 e 2012, os EUA haviam passado por 1.059 eventos em que patógenos haviam sido roubados ou escaparam de laboratórios americanos durante os dez anos anteriores - uma média de um a cada três dias.
 
***

Larry Romanoff é um consultor de administração e empresário aposentado. Atualmente mora em Xangai e está escrevendo uma série de dez livros relacionados à China e ao Ocidente

Originalmente em Global Research

 

Notes

(1) https://mp.weixin.qq.com/s/CjGWaaDSKTyjWRMyQyGXUA

(2) https://science.sciencemag.org/content/367/6477/492.full

(3) Science; Jon Cohen; Jan. 26, 2020
https://www.sciencemag.org/news/2020/01/wuhan-seafood-market-may-not-be-source-novel-virus-spreading-globally

(4) https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30183-5/fulltext

(5) https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30183-5/fulltext

(6) http://wjw.wuhan.gov.cn/front/web/showDetail/2020011109036

(7) http://wjw.wuhan.gov.cn/front/web/showDetail/2020011509040

(8) https://sciencespeaksblog.org/2020/01/25/wuhan-coronavirus-2019-ncov-qa-6-an-evidence-based-hypothesis/

(9) http://virological.org/t/clock-and-tmrca-based-on-27-genomes/347

(10) http://applications.emro.who.int/emhj/v19/Supp1/EMHJ_2013_19_Supp1_S12_S18.pdf