Estamos na encruzilhada da civilização humana | Sonja van den Ende

Estamos na encruzilhada da civilização humana | Sonja van den Ende

Por Sonja van den Ende

Estamos na encruzilhada da nossa civilização. A COVID-19 está acelerando a destruição do sistema como o conhecemos no mundo ocidental e está pronto para criar toda uma nova sociedade, onde os oprimidos serão os livres e os opressores cairão. Temos agora a opção de eliminar o que chamamos de neoliberalismo ou capitalismo e substituí-lo por um sistema mais justo, baseado nos princípios de Lyndon LaRouche, que previu a queda da humanidade e que precisamos de um "novo modo de vida".

A pandemia já abriu os olhos de muitas pessoas ou o fará em um futuro muito próximo. A história ensina que depois de uma pandemia ou desastre, a fome, guerras e revoltas acontecerão. Lyndon Larouche é um político e ativista famoso, mas que a Wikipédia descreve como um líder fraudulento e cult que foi condenado pelo "establishment - deep state - cabal", ou como ele e seu movimento o chamam, o Império Britânico (IB), porque ele se tornou perigoso demais para o establishment, pois apenas queria uma sociedade justa onde os ricos perdessem seu dinheiro e poder.

O "calor" está ficando intenso, e muitas figuras notáveis, ex-ministros, presidentes de bancos, agricultores americanos, ex-ministros japoneses das finanças, líderes africanos, ex-ministros da Itália e da França, e cientistas renomados de todo o mundo estão se juntando a este movimento, pois todos chegam à conclusão de que o sistema em que vivemos, no mundo ocidental ou restos do Império Britânico, já entraram em colapso desde 2008, durante a chamada crise financeira.

Os princípios do Império Britânico foram baseados na desumanidade, na guerra e nas finanças, que destruíram muitas partes da África e da Ásia, onde as pessoas foram vendidas como escravas. A Companhia Holandesa das Índias Orientais (Dutch East India Company) também saqueou a pouca riqueza da Indonésia e de muitas partes da Ásia, colonizou o Suriname e até hoje, as ilhas caribenhas de Aruba, Bonaire e Curaçau. Elas ainda fazem parte do Império Britânico até hoje. Quem pensa que o IB desapareceu, está errado. Ele ainda existe, mas em um estilo moderno. Eles ainda estão pilhando a África. A Ásia despertou e países como China e Rússia se transformaram em novas potências mundiais, para a cólera dos cabeças do Império. Mas, a África está se reerguendo - como uma fênix se levanta das cinzas da escravidão e da pobreza - graças à ajuda da China e da Rússia.

 

O Império Britânico

O Império Britânico (IB) compreendia os domínios, colônias, protetorados, mandatos e outros territórios governados ou administrados pelo Reino Unido e seus estados predecessores. Foi o maior império da história por mais de um século. Em 1913, o IB contava com 412 milhões de pessoas, 23% da população mundial. Era e ainda é a maior potência mundial. Após a Segunda Guerra Mundial, como a Wikipédia quer que acreditemos, o Império declinou. Não, apenas mudou a sua forma. Outros métodos são usados atualmente para colonizar populações inteiras, como a Palestina e a África, que ainda estão sendo despojadas da dignidade humana e vivem em extrema pobreza. Também não têm acesso à saúde, à alimentação e à água. Na África, 55% estão sem eletricidade e 41% vivem em extrema pobreza. É por isso que o continente europeu do Império Britânico (e a UE faz parte deste Império) é o alvo da migração da África, e isso também explica a falta de vontade de desenvolver suas antigas colônias durante o último século após a Segunda Guerra Mundial. Fazem parte do chamado Império Britânico os Rockefellers, Rothshilds, a UE, OTAN, Soros, ONGs como a Anistia Internacional, Human Rights Watch, Bellingcat e o Atlantic Council. Esse império também se moveu parcialmente para os EUA. O FMI, sua maior instituição, que empresta dinheiro com altos juros às suas colônias na África e até mesmo aos seus próprios países empobrecidos da UE, como Grécia, Espanha e Itália, também faz parte dele. Além disso, Wall Street e a City of London também o compõe, e a Rainha da Inglaterra é seu líder não-democraticamente instalado. Wall Street e City of London (na verdade todas bolsas do império) são os maiores criminosos e ladrões do mundo, especialmente os chamados hedgeefunds e os paraísos fiscais dos ricos.

Além disso, esse império é culpado pela destruição do Oriente Médio, onde países inteiros que resistem têm sido dizimados por guerras até hoje. Os países que cumpriram sua lei estão parcialmente ocupados por bases militares americanas, caso estejam prontos para outra guerra. O Líbano é empobrecido pelas gangues criminosas dos ricos da Arábia Saudita e do IB que saquearam o país e protegem sua imensa riqueza em paraísos fiscais. Afeganistão, Iraque, Líbia, Iêmen e Síria foram destruídos pelo império por não obedecerem.

Conclusão

O mundo está agora num ponto de viragem, e as grandes potências como os EUA, China, Rússia e Índia estabeleceram a ascensão da nova "Rota da Seda ou Iniciativa Cinturão e Rota", que é uma estratégia de desenvolvimento global adotada pelo governo chinês em 2013, envolvendo desenvolvimento de infra-estrutura e investimentos em cerca de 70 países e organizações internacionais na Ásia, Europa e África. Polônia, Grécia, Itália, Portugal, Áustria, Luxemburgo e Suíça já aderiram e praticamente deixaram o navio naufragado do Império Britânico.

No próximo período, seremos bombardeados com medo e "fake news", acusações contra a China e a Rússia, que são os maiores participantes do ICR ou Nova Rota da Seda. As empresas de mídia e políticos farão tudo o que o IB ditar para criar ódio e medo, mas se ficarmos juntos e acordarmos, então a Nova Ordem Mundial dos países da ICR será a melhor para nós humanos. Sua primeira prioridade será a saúde para todos e a transformação da África em uma nova sociedade "humana".

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Sonja van den Ende é jornalista holandesa independente

Originalmente em Oneworld.press